Alguma Literatura

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sábado, 9 de fevereiro de 2013

O PINTOR E O EXECUTIVO



O PINTOR E O EXECUTIVO

Pingos de tinta no algodão branco.
Que lhe desculpasse, não tinha sido por mal. Estava tudo bem, morava logo ali, trocaria de roupa a tempo de seu compromisso. Na volta, podia deixar a camisa com ele, amanhã a devolveria lavada. Não precisava; lavaria em casa mesmo. Só por que era preto não significava que não sabia usar água e sabão. Não havia entendido. Era isso mesmo que ouvira. Se o outro fazia tanta questão, entregaria a camisa. Agora era ele que não queria mais; e não passasse perto de sua escada se não quisesse se sujar.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

SANTA MARIA, 27/01/2013


Mandem parar o poema!
Te levanta, guria
Fandanguear? Impossível
Dança, guria
Se o Rio Grande se apequena
Canta, guria
E a luz se faz artifício.


E que cesse mesmo o mundo
Não te acanha
Sua tão tola viagem
Não te aperta
Que se a dívida é chumbo
Prende o grito
Sua paga é coragem:


É guardar seiva da vida
Segura minha mão
Que tão jovem se rebenta
Toma teu mate
Juntá-la co’as mãos sofridas
Fala de ti
Solvê-la, boca sedenta.


Às densas trevas do agora
Acorda, guria
O sol se imporá de novo
Acorda
O amor seguirá à prova
Não dorme
De esquecimento e de fogo.

domingo, 20 de janeiro de 2013

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

ERA UMA VEZ (4 MICROCONTOS)






Uma moral à procura de um enredo.

***

Um final e sua dose diária de antidepressivos.

***

Uma fábula que despertava as crianças.

***

Um príncipe e seu jardim secreto. Pequeninas covas (dezenas delas).

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012